Kanban

Quadro de KanbansKanban é uma palavra japonesa que significa "sinal visual", comumente interpretada como "cartão" (pois é a forma mais utilizada e conhecida).

Tem sua origem no Sistema Toyota de Produção (TPS - Toyota Production System), cuja tentativa de sistematização, feita por acadêmicos americanos, tornou-se conhecida mundialmente como Manufatura Enxuta (Lean Manufacturing).

O uso do Kanban no apoio à Engenharia de Sustentação (e também na Engenharia de Construção) de Software tem crescido rapidamente desde 2003, sendo David Anderson um dos seus principais promotores, com seu livro lançado no início de 2010, já traduzido para o português e espanhol, contando também com algumas comunidades organizadas, como Limited WIP Society e Lean Systems Society.

Kanban é uma das técnicas usadas para implementar o conceito de Produção Puxada (Pull Production), onde a saída de produtos acabados, ao final da linha de montagem, dita o ritmo da introdução de matéria-prima no sistema, evitando acúmulos de produtos inacabados ao longo da linha, diminuindo a quantidade de Trabalho em Processo (WIP - Work In Process). Com menos produtos intermediários temos uma sobrecarga menor no sistema e podemos nos adaptar melhor e mais rápido às mudanças na demanda dos clientes.

Ao limitar o WIP também diminuímos a multitarefa nociva, principal responsável por atrasos, problemas de qualidade, estresse e insatisfação.

Kanban complementa muito bem as abordagens Ágeis, como FDD, Scrum e XP, mas também pode ser usada com métodos tradicionais, inclusive em áreas diferentes de desenvolvimento de software.


Taiichi Ohno e as Seis Regras do Sistema Toyota/Kanban

  • Não enviar produtos defeituosos para o processo subsequente
  • O processo subsequente vem para retirar apenas o que é necessário
  • Produzir apenas a quantidade exata retirada pelo processo subsequente
  • Equalizar a produção (suavizar a carga)
  • Usar Kanban como um meio para ajuste fino
  • Estabilizar e racionalizar o processo



O Método Kanban para Software
Segundo David Anderson, o método Kanban é definido assim:

As 5 Propriedades Centrais de uma implementação Kanban:

  1. Limitar o Trabalho-Em-Processo
  2. Visualizar o Fluxo de Trabalho
  3. Medir e Otimizar o Fluxo
  4. Tornar Explícitas as Políticas do Processo
  5. Gerenciar Quantitativamente

As 5 Propriedades Emergentes esperadas em uma implementação Kanban:

  1. Priorizar o Trabalho pelo Custo da Demora
  2. Otimizar o Valor com Classes de Serviço
  3. Espalhar o Risco com a Alocação de Capacidade
  4. Encorajar a Inovação do Processo
  5. Usar Modelos* para Reconhecer Oportunidades de Melhoria

* Modelos comuns em uso com Kanban incluem a Teoria das Restrições, o Pensamento Sistêmico, um entendimento sobre a variabilidade, através dos ensinamentos de W. Edwards Deming, e o conceito de "muda" (desperdício) do Sistema Toyota de Produção. Os modelos usados com Kanban estão continuamente evoluindo e idéias vindas de outros campos, como sociologia, psicologia e gestão de riscos, já foram utilizadas em algumas implementações.




No livro "Domando o Fluxo" é mostrado como a TOC e a Corrente Crítica podem alavancar uma equipe para o estado de hiperprodutividade, usando o Kanban como método básico. Você aprenderá sobre o Hiper-Kanban, que lhe dará muitos benefícios para gerenciar os riscos do projeto e a capacidade da equipe, muito além das técnicas tradicionais em uso atualmente.

Para acompanhar os últimos avanços em hiperprodutividade com Kanban, confira os seguintes links:




Para saber mais

Participe do grupo público de discussão do Kanban.